O discípulo que fundou a Academia
Aristocrata criado para a política, conheceu Sócrates na juventude e trocou a assembleia pela filosofia. Escreveu diálogos que ainda se leem como teatro e fundou a primeira escola de filosofia duradoura do Ocidente.
Para levar à mesaComo Platão pode te ajudar
Para quando você quer ir à raiz: o que é justo, o que é amar, quem deve liderar e o que há de verdade por trás das aparências.
- Certo e errado
Vale a pena ser honesto?
Quando ser desonesto parece compensar mais, ou você desconfia de que faz o certo só pela boa imagem.
Pergunte a elePor que ser honesto, se os espertos parecem ganhar mais?
→ - Amor e amizade
Entender o amor e o desejo
Quando uma paixão toma conta de tudo, ou você não sabe dizer o que quer de quem ama.
Pergunte a eleEstou obcecado por uma pessoa. Dá para amar sem me perder?
→ - Comunicação e persuasão
Convencer sem enganar
Quando a lábia vence o conhecimento, ou você se pergunta se está ajudando o público ou só agradando.
Pergunte a eleMeu trabalho agrada os clientes, mas é bom de verdade para eles?
→ - Liderança e poder
Quem deve liderar, e para quê
Quando é preciso escolher um líder, pensar no bem do conjunto ou decidir se liderar é honra ou fardo.
Pergunte a eleDevo aceitar ser gestor mesmo sem querer o poder?
→
Deslize para o lado para ver os 4 temas. Toque numa pergunta para abrir a mesa com Platão e ela já escrita. Depois é só ajustar ao seu caso.
Nascido para governar
Nasceu em Atenas em 428 ou 427 a.C., numa família aristocrática. Pelo lado da mãe, era parente de Crítias e Cármides, que estariam entre os Trinta Tiranos. Conta a tradição que seu nome era Arístocles e que "Platão" foi apelido, de platys, largo: pelos ombros de lutador, pela testa ou pela amplitude do estilo, conforme a versão.
Teve a educação completa de um jovem rico: ginástica, música, poesia. Escreveu versos e tragédias, serviu na guerra e esperava, como os parentes, entrar na vida pública.
O choque de 399
Convivia com Sócrates havia anos quando o mestre foi julgado e condenado pela democracia restaurada. Para Platão, aquilo foi a prova de que as cidades eram mal governadas: os Trinta tinham sido violentos, e a democracia acabara de matar o homem mais justo que ele conhecera. Concluiu que só a filosofia mostraria o que é justo, e que os males não acabariam enquanto os filósofos não governassem ou os governantes não se tornassem filósofos.
Saiu de Atenas por um tempo. Esteve em Mégara e, segundo relatos antigos, no Egito e em Cirene. No sul da Itália conheceu os pitagóricos, e com eles a matemática como caminho para pensar o que não muda.
A Academia
Por volta de 387 a.C., de volta a Atenas, fundou uma escola num bosque consagrado ao herói Academo, nos arredores da cidade. A Academia reunia gente para estudar matemática, astronomia, política e, acima de tudo, dialética, a arte de pensar por perguntas e respostas. Diz a tradição que na entrada se lia que ali não entrasse quem não soubesse geometria. Um dos alunos, chegado aos dezessete anos, ficou vinte: Aristóteles.
O sonho de Siracusa
Platão tentou três vezes levar a filosofia ao poder em Siracusa, na Sicília: primeiro junto ao tirano Dionísio I e, depois, a convite do amigo Díon, ao jovem Dionísio II. Todas as tentativas fracassaram. Segundo um relato antigo, numa delas acabou vendido como escravo e foi resgatado por um conhecido. A experiência amarga ecoa nas Leis, sua última obra, bem mais realista do que a República.
As ideias
Escreveu em diálogos, quase sempre com Sócrates no papel principal. Nos primeiros, o Sócrates que fala é próximo do histórico, examinando e duvidando. Nos da maturidade, ele expõe ideias que já são de Platão: o mundo que vemos é cópia imperfeita de realidades eternas, as Formas, como a Justiça e o Belo em si; a alma é imortal e conhecer é, em parte, lembrar; a cidade justa é a que se organiza como uma alma bem ordenada, governada por quem conhece o Bem.
A alegoria da caverna, na República, resume esse olhar: prisioneiros que tomam sombras por realidade até que um deles se solta, sobe e vê o sol. Ao voltar para contar, ninguém acredita nele.
Morreu em Atenas por volta de 348 ou 347 a.C., com cerca de oitenta anos. O filósofo Alfred North Whitehead chegou a descrever toda a tradição filosófica europeia como uma série de notas de rodapé a Platão.
Linha do tempo
- Nasce em Atenas, numa família aristocrática
- Assiste ao julgamento e à condenação de Sócrates
- Primeira viagem à Itália e à Sicília
- Funda a Academia
- Aristóteles chega à Academia; segunda viagem a Siracusa
- Terceira e última viagem a Siracusa
- Morre em Atenas
Obras principais
- A Repúblicac. 375 a.C.
- O Banquetec. 385 a.C.
- Fedroc. 370 a.C.
- Mênonc. 385 a.C.
- As Leisúltima obra